segunda-feira, 12 de maio de 2014

PROFESSORES, ACORDEM!

A revista Veja do mês de maio traz na coluna de Gustavo Loschpe um texto sumamente interessante sobre os professores brasileiros.
Muitos dos meus colegas que lerem suas palavras irão, com toda certeza, considerar um insulto, infâmia, mas eu, como professora consciente que sou, vejo tais palavras como um alerta.
O título já é um aviso claro: PROFESSORES, ACORDEM!
É sabido de todos que a classe vive a se lamentar pela desvalorização do governo, dos alunos e da família. Claro, eu também acho isso uma baita sacanagem. Mas o que percebo é que o próprio educador se coloca como um coitado digno de pena.
É sempre o mesmo discurso: Ganho tão pouco para suportar tanto. Vamos fazer greve!!
E nem percebemos que tais atitudes apenas decretam nossa incompetência e selam essa concepção errada que a sociedade brasileira tem dos professores. Mas não estou a generalizar. Conheço inúmeros profissionais capazes, empenhados, que estão sempre na busca de qualificação e empenhados em sua função formativa, mas não são raros aqueles que vivem a reclamar de tudo e não enxergam que os erros estão neles também.
Educação de qualidade não se faz com professores bem pagos, mas com professores comprometidos.
Está na hora de deixar o "professor coitadinho" para trás e trazer à tona o professor humano e consciente de seu papel na educação de nosso país, que é o que faz falta realmente. Esse profissional, sim, merece respeito e valorização pelo seu trabalho.
Eu não sou perfeita. Tenho consciência disso. Talvez seja essa compreensão de mim mesma que me faz entender e assimilar de forma profunda as palavras de Gustavo. Quantas e quantas vezes me questiono sobre minhas atitudes e o que tenho feito pelos meus alunos. Quantas noites em claro. Quantas lágrimas. Talvez isso faça a diferença.
É de práxi a errônea ligação entre valorização e aumento salarial. Creio que valorização vai bem além disso. Sentir-se valorizado começa dentro de sala de aula com o respeito dos alunos e estende-se ao colegas de trabalho e familiares nossos e dos alunos. Deixemos a mesquinhez no fundo do baú e busquemos de fato a educação de qualidade que tanto insistimos em afirmar que defendemos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário